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PROLAM Programa de Pós-Graduação Integração da América Latina Universidade de São Paulo
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02/04/2018

XXXII – EPAL

O Encontro de Pesquisadores sobre a América Latina acontece no dia 12 de abril, quinta-feira, entre às 14 e 17:30 horas, na sala 201 do prédio principal da Escola de Comunicações e Artes (ECA/USP), no campus Cidade Universitária da Universidade de São Paulo.

Confira a Programação:

 

Brasil y El Salvador. Histórias que se entrelazan. Conmemoraciones que nos unen

Claudia Romero Duarte (IEB/USP)

 

¿Que tienen el Brasil y El Salvador en común?. Probablemente la respuesta más usual a esta pregunta es nada. Y es que, con sus 8,51 millones de kilometros cuadrados y más de 200 millones de habitantes, Brasil es el gigante de América del Sur; mientras que El Salvador, con apenas 21,000 kilometros cuadrados y 6 millones de habitantes, es el pulgarcito de América. En uno se habla portugués, mientras que en el outro se habla español. Uno tiene relaciones muy desarrolladas con sus países vecinos del sur del continente, mientras que el otro com sus países vecinos del norte. A primera vista, ciertamente estos países no parecen tener nada en común.

Ahora bien, si dejamos a un lado las características físicas, y nos centramos o bien en la historia reciente de ambos países, o bien en los retos que éstos han enfrentado, es casi seguro que encontraremos más elementos comunes de los que imaginabamos. Desigualdad, racismo, exclusión, desempleo, violencia o corrupción son problemas que historicamente han afrontado y continúan afrontando tanto brasileños como salvadoreños. La escala puede ser diferente pero nuestros problemas al fin y al cabo no son tan diferentes. La propuesta de esta presentación es justamente mostrar que a pesar de las diferencias, compartimos una historia y desafíos comunes.

La presentación será dividida en tres partes: una primera parte estará dedicada a exponer algunos acontecimientos relevantes de la historia reciente de El Salvador: la matanza de 1932, la dictadura, el surgimiento de los movimientos populares, el asesinato de monseñor Romero, la guerra civil, el asesinato de los jesuitas, el ascenso de la izquierda al poder, entre outros. La segunda parte, se dedicará a describir las relaciones de cooperación entre el Brasil y El Salvador, con un énfasis en los últimos 20 años. Y una tercera parte estará dedicada a presentar dos manifestaciones populares en las que se conmemoran tanto a mártires de el Brasil como de El Salvador. Asi pues, por un lado, se presentará la Romaria dos mártires da Caminhada, evento celebrado cada 5 años en la Prelazia de São Felix de Araguaia, Mato Grosso; y por otro, la Conmemoración de los Mártires de la UCA, evento que se realiza todos los años en la Universidad Centroamericana José Simeón Cañas, de San Salvador.

El objetivo de esta presentación es, por un lado, que los asistentes amplien sus conocimientos respecto de El Salvador, y por otro, que los participantes encuentren elementos de utilidad para las investigaciones que están realizando. Durante el evento se entregará material adicional de lectura y se degustará una bebida y un postre salvadoreño.

 

 

Haiti: espaço estratégico na América Latina

Dayqueline Cortez Gomes Martins (UNILA)

O Haiti vem de uma história de vitórias, primeiro país da América Latina a conquistar sua independência e o primeiro país do mundo a libertar todos seus escravos. Como represália, sofre uma longa sanção econômica das grandes potencias da época, suspensa só depois do Haiti aceitar pagar uma altíssima soma para a França como uma indenização por ter conquistado a independência. Esse não foi o único preço que o Haiti teve que pagar por sua valentia. As consequências seguiram mesmo um século depois com a invasão norte americana (1915-1934). Uma invasão militarizada em que foram tomadas todas as instituições haitianas, inclusive o banco central. Mesmo depois de deixar o Haiti os Estados Unidos apoiaram ditaduras – a última durou quase trinta anos, o que aprofundou mais ainda a crise economia haitiana fazendo do Haiti um dos países mais empobrecido do mundo. Fato é, que as sucessivas ditaduras e intervenções militares deixaram o país sem autonomia em aspectos mais elementares de seu desenvolvimento econômico e político, impossibilitando a gestão de seus problemas sociais herdados desde da “dívida” da independência. Malgrado, a invasão estadunidense de 1915 teve, entre outras, a alegação de que a instabilidade política e econômica do Haiti era decorrência de ser um país governado por negros. O imperialismo tem várias faces: o racismo é uma delas. Outro fator que torna o Haiti alvo dos Estados Unidos é sua geografia privilegiada aos olhos estadunidenses. A proximidade geográfica com o Canal do Panamá, Cuba e Venezuela, além de ser a entra para toda a América Latina. Ou seja, um ponto estratégico. Por isso, em pleno século XXI tenta-se, ainda, manter a concepção de que: culturalmente o Haiti é um país violento e incapaz de governança e representa uma ameaça à segurança da região. Essa concepção foi difundida para convencer a comunidade internacional de que não há outra saída a não ser por meio de uma Missão de paz para restabelecimento da ordem na sociedade haitiana. Durante a década de 1990 foram quatro missões. Destarte, foi instaurada, em 2004, a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti – MINUSTAH, encerrada em 2017. Cabe ressaltar, que essa missão esteve submetida ao Capitulo VII (imposição da paz) da Carta das Nações Unidas onde há permissão do uso da força nas suas ações para o cumprimento de seus objetivos, ou seja: uso de aparato militar para promover a paz. Isso ocorreu durante os treze anos da missão. Essa contradição é um dos fatores que permite sustentar a hipótese de que a MINUSTAH foi a maneira com que os Estados Unidos encontraram, por meio da ONU, para se apoiar e manter o status quo do Haiti e, assim, conservar seu plano geoestratégico e de manipulação política em territórios alheios com vistas a expansão econômica. Partindo dessas considerações a explanação desse trabalho terá como objetivo avaliar a hipótese de que a MINUSTAH confirma-se como mais uma intervenção militar revestida de Missão humanitária. A metodologia dedutiva amparada em bibliografias orienta esse trabalho.

Entre la plata y el plomo: uma análise do livro-reportagem como instrumento da narcoliteratura

Mateus Fernandes de Lima (PROLAM/USP)

Com a chegada dos anos 1970 e o crescimento da exposição midiática do narcotráfico, a cobertura do tema tem pautado os principais veículos de comunicação da América Latina. Essa cobertura, em especial a realizada pela mídia hegemônica, caracterizou-se pela superficialidade de suas narrativas cujo processo, quase industrial, impossibilita a profundidade de análise e, em alguns casos, flerta com o sensacionalismo. Em contrapartida, determinados jornalistas foram bem-sucedidos ao aproximar o narcotráfico e o jornalismo literário, rompendo com essa barreira limitante, principalmente, a partir da produção de livros-reportagem. Paralelamente à produção jornalística, o tema e sua penetração no cotidiano influenciou a cultura do continente (originando termos como narcoliteratura, narconarrativa e narcocultura), bem como o contexto do tráfico de drogas proporcionou um crescimento da produção editorial de obras de não ficção, a partir dos anos 80, atingindo o ápice nos anos 90 e 2000. Desta forma, este projeto, apoiado no referencial teórico da análise crítica da narrativa, proposta por Luiz Gonzaga Motta (UNB, 2013), pretende analisar a contribuição do livro-reportagem em relação à produção cultural da narcoliteratura, a partir do estudo de duas obras: Abusado: o dono do morro Dona Marta (Record, 2003), do jornalista brasileiro Caco Barcellos e El Cartél de Sinaloa(Randon House, 2009), escrita pelo repórter mexicanos Diego Enrique Osorno.

Efeitos da geopolítica britânica no arquipélago Falkland/Malvinas e sua repercussão na expressão de defesa e segurança no Atlântico Sul

Rogério do Nascimento Carvalho (EGN)

 

Este trabalho consiste em destacar a crescente relevância da região do Atlântico Sul no contexto geopolítico global. Dentro da área do Atlântico Sul, este estudo preconiza a região do arquipélago Falkland/Malvinas, onde persiste a disputa de soberania que remonta ao ano de 1833 e que foi impulsionado pela Guerra das Malvinas (1982), devido sobretudo pela perspectiva de recursos econômicos na região, o que leva a investimentos dos governos argentino e britânico no campo da defesa e segurança. O objetivo principal deste trabalho é o demonstrar a importância geoestratégica do arquipélago com o incremento de pesquisas e investimentos doravante a descoberta das reservas petrolíferas e de gás. Entretanto, o arquipélago proporciona projeção de poder sobre terra no continente antártico, que momentaneamente encontram-se sob os ditames do Tratado Antártico, ainda em vigor, o que temporariamente freia as pretensões dos países pela posse de terras do continente gelado. A importância do arquipélago garante liberdade em linhas de comunicação a Royal Navy, tendo em vista que a região é um ponto estratégico entre o Oceano Atlântico e Oceano Pacífico. Hodiernamente, verifica-se um incremento de investimentos militares na região, calcados nos sucessivos documentos de defesa britânico que buscam assegurar para si o domínio do arquipélago Falkland/Malvinas, porém há de se considerar o avanço do pleito argentino principalmente na decisão da Comissão de Limites da Plataforma Continental da Organização das Nações Unidas (CLPCONU), que ratifica o anseio de ampliação do mar argentino, bem como a decisão interna britânica de retirada da União Europeia, que gera um processo de desencadeamento de atores que lhe davam apoio e que podem também questionar possessões coloniais, como a Espanha no caso de Gibraltar. Há de ressaltar o posicionamento brasileiro na seguinte questão que, apesar de entender ser legítimo o direito argentino de reivindicar a posse do arquipélago, e de se manter praticamente neutro durante o período do conflito de 1982, possuir laços de proximidade com Londres, com destaque em seus documentos de defesa, bem como ações conjuntas em áreas de conhecimento, o que lhe garante um discurso menos agressivo na presente contenda. Neste sentido, o trabalho aqui exposto permite a refletir acerca do papel de atores estrangeiros na região que pugnam pela militarização e exploração de riquezas e de como estes podem dificultar a harmonia de convivência na América Latina e, ao Brasil, a necessidade de investimentos perenes em defesa e segurança, com intuito de defender o território da cobiça externa.

  Contamos com a presença de todos (as),

Serão fornecidos certificados de participação

 

Realização: PROLAM/USP

Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina da Universidade de São Paulo

Organização e Coordenação

Alessandra Cavalcante de Oliveira  (PROLAM/USP)

André Luiz Lanza (História Econômica/USP)

Débora Armelin Ferreira (PROLAM/USP)

Margarida Nepomuceno (CESA/PROLAM/USP)

Mayra Coan Lago (História Social/USP)

Paulo Sergio de Castro (PROLAM/USP)

Rita de Cássia Marques Lima de Castro (CORS e NESPI/USP; UMC – Campus Villa-Lobos)

Sabrina Rodrigues (PROLAM/USP)

Thaís de Oliveira (PROLAM/USP)

Apoio: ECA/USP

Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo

Contato

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Site – https://encontrodepesquisadoressobreaamericalatina.com/

Email – epal.prolam@gmail.com

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